Comportamento

As quatro “chaves” para acabar com um relacionamento

Relacionamentos amorosos são difíceis. Começa com o entusiasmo, passa pela conquista, pelo êxtase de encontrar aquela pessoa, pelos primeiros encontros perfeitos, pelas primeiras brigas, primeiras reconciliações. Depois, se a coisa fica séria, chegam as dificuldades de lidar com as manias alheias, com a rotina do outro, com o ciúme, com a intimidade intensa, com a convivência.

Não é à toa que muitos relacionamentos chegam ao fim, ao contrário do que se possa ter pensado nos primeiros meses de namoro. Começar uma relação amorosa é mais fácil do que mantê-la, e se você já percebeu isso em seus relacionamentos ou nos das pessoas da sua convivência, já deve ter se perguntado quais são os fatores que complicam o andar da carruagem para os casais apaixonados. O colunista Eric Barker, da Time, reuniu quatro deles. Confira:

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1 – Críticas em excesso

Fazer observações e reclamações está mais do que liberado em um relacionamento amoroso, que fique claro. O problema é quando essas críticas são feitas em direção à pessoa e não ao comportamento dela – são coisas diferentes. Fazer críticas por meio de xingamentos e ofensas é sempre uma péssima ideia.

2 – Menosprezo

Ser menosprezado pela pessoa com quem você namora ou está casado não é nada bacana. Aquela coisa de revirar olhos, xingar, tirar sarro e viver de ironias não é nada legal. O menosprezo é realmente venenoso e pode acabar com qualquer relacionamento, afinal é difícil resolver um problema quando seu parceiro ou sua parceira demonstra desprezar você, não é verdade?

3 – Colocar a culpa no outro

Quando a discussão se fundamenta em um colocando a culpa no outro, é porque as coisas não estão bem. Culpar uma pessoa por alguma coisa e deixar isso claro a ela é uma forma bastante eficiente de quebrar os laços de qualquer relacionamento.

4 – Desistir de falar

Colocar uma barreira entre você e a outra pessoa, evitando falar sobre os problemas, fugindo de tudo, batendo portas e ficando em silêncio não só não é uma forma de resolver o conflito como, na verdade, é um meio de acabar com o relacionamento. Perder a vontade ou a habilidade de falar com uma pessoa obviamente faz com que você perca também a vontade de ficar ao lado dela.

Outras considerações interessantes

Baker retirou essas informações de pesquisas feitas por John Gottman, que estuda casamentos há mais de 40 anos e é capaz de dizer, depois de 5 minutos de conversa com um casal, com 91% de precisão, se haverá ou não divórcio – ninja, hein!

De acordo com os levantamentos que ele já fez ao longo de todo esse tempo, diferenças de opinião não são propriamente um motivo do fim de relacionamentos, mas a forma como os casais lidam com essas diferenças é algo que pode, sim, acabar com tudo.

Divórcio

“A maioria das discussões conjugais não podem ser resolvidas. Os casais passam ano após ano tentando mudar a mente um do outro, mas isso não pode ser feito”, explica Gottman, que nos lembra também de que os valores de cada pessoa são formados por estilos fundamentais de vida, personalidade, criação, família e que lutar para acabar com diferenças de valores criadas em cima desses pilares é uma grande perda de tempo.

Por outro lado, casais que conseguem manter uma boa relação por muito tempo são aqueles que aceitam uns aos outros sem tentar impor valores, comportamentos e estilos de vida. Não podemos amar todos os defeitos de uma pessoa, mas podemos aprender a lidar com eles, e é esse o segredo de casais felizes.

Segredinhos

Conhecer o outro é fundamental, assim como é fundamental que o universo da outra pessoa seja respeitado durante a relação. Especialistas em casamentos afirmam que é importante que os casais contem a seus parceiros como passaram o dia – dessa forma, qualquer motivo para estresse já é exposto e não acaba sendo motivo para brigas futuras.

Ainda não se convenceu de que um relacionamento infeliz é uma má ideia? Pois então saiba que não viver em um casamento feliz aumenta em 35% as suas chances de ficar doente e diminui em até quatro anos a sua expectativa de vida – e para evitar a fadiga, uma dica: os primeiros 15 minutos de uma conversa já podem dizer se ela vai acabar bem ou não (use essa informação para evitar brigas). Viver bem é fundamental.