Pesquisadores da Universidade de Kyoto desenvolveram um novo analgésico chamado Adriana, com potencial similar ao da morfina, mas sem causar dependência ou complicações respiratórias — efeitos colaterais comuns aos opioides. O medicamento atua por um mecanismo diferente dos analgésicos tradicionais, baseando-se na intensificação da ação da noradrenalina, substância naturalmente produzida pelo cérebro em situações de dor extrema.
Testado entre 2023 e 2024 em pacientes com câncer no Hospital da Universidade de Kyoto, incluindo 20 submetidos a cirurgias pulmonares, o remédio demonstrou eficácia no controle da dor. A equipe, liderada pelo professor Masatoshi Hagiwara, planeja iniciar um ensaio clínico com 400 pacientes nos EUA em 2026, visando lançar o produto no mercado em 2028.
Além de representar um avanço no tratamento da dor, Adriana pode oferecer uma alternativa segura aos opioides e auxiliar no enfrentamento da crise de dependência química nos Estados Unidos.
Fonte: Kyodo News









