Uma estudante do ensino médio na província de Hyogo teve seu desempenho escolar drasticamente afetado após desenvolver dificuldades para compreender a fala de um de seus professores, apesar de apresentar audição normal em exames médicos. Diagnosticada com dificuldades de audição — também conhecidas como transtorno do processamento auditivo —, a jovem enfrentou meses de incompreensão até conseguir adaptações na escola.
A condição, que passou a ter critérios oficiais de diagnóstico no Japão apenas em março de 2024, afeta a capacidade do cérebro de processar sons e pode atingir até 1% da população. Pessoas com o transtorno conseguem ouvir sons, mas têm dificuldade para entender falas específicas, sobretudo em ambientes ruidosos ou dependendo da voz do interlocutor.
No caso da estudante, a falta de reconhecimento do problema levou a notas baixas e sofrimento emocional. Após insistência junto à escola e ao conselho de educação, ela conseguiu autorização para gravar aulas e usar aplicativos de transcrição, o que permitiu compreender o conteúdo pela primeira vez em quase um ano.
Especialistas alertam que a falta de informação faz com que muitos casos passem despercebidos, especialmente em escolas e ambientes de trabalho. Grupos de apoio têm surgido no país, mas ainda há poucas instituições médicas aptas a diagnosticar o transtorno, o que prolonga o sofrimento de quem convive com a condição invisível.
Fonte: The Mainichi










