O uso compulsivo de plataformas como Instagram, TikTok e Snapchat tem sido comparado a vícios em jogos de azar, opioides e cigarros, embora ainda haja debate científico sobre se o termo “vício” é adequado. Especialistas alertam, porém, que muitas pessoas — inclusive adultos — apresentam dificuldade real em controlar o tempo gasto nas redes, com impactos na rotina, no sono e nas relações pessoais.
A psiquiatra Anna Lembke define dependência como o uso compulsivo de um comportamento apesar dos prejuízos causados e aponta que o acesso ilimitado e contínuo às plataformas aumenta seu potencial de uso problemático. Apesar disso, o chamado “vício em redes sociais” não é reconhecido oficialmente como transtorno no DSM-5, principal manual de diagnóstico psiquiátrico.
Segundo especialistas, sinais de alerta incluem adiar tarefas importantes, reduzir atividades presenciais, sentir ansiedade ou irritação quando não se está online e fracassar ao tentar diminuir o uso. Pesquisadores destacam que algoritmos, notificações e recompensas sociais — como curtidas e comentários — são projetados para manter o usuário engajado e aumentar receitas publicitárias.
Para reduzir o uso excessivo, recomenda-se medidas como desativar notificações, reorganizar aplicativos, usar controles de tempo de tela, manter o celular fora do quarto e até adotar soluções físicas que dificultem o acesso ao aparelho. Em casos persistentes, o comportamento pode estar ligado a problemas subjacentes como ansiedade, estresse ou solidão, sendo indicada a busca por apoio terapêutico.
Fonte: Japan Today









