Um número crescente de regiões no Japão enfrenta os chamados “desertos de transporte”, onde o acesso a ônibus e trens é limitado ou inexistente, afetando especialmente idosos e estudantes.
Segundo o Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo, mais de 2.000 áreas já apresentam dificuldades de mobilidade, reflexo do envelhecimento populacional, da queda demográfica e da escassez de motoristas.
Um exemplo de tentativa de solução vem da cidade de Shirakawa, que passou a utilizar ônibus escolares também como transporte público. O sistema atende estudantes, idosos e moradores em geral ao longo do dia, cobrando tarifas acessíveis e ajudando a manter a vida cotidiana da comunidade.
A iniciativa surgiu após a redução de linhas por empresas privadas e hoje é vista como modelo nacional. Em 2025, o serviço registrou cerca de 56 mil usuários — número muito superior à população local.
Nos últimos anos, o país perdeu cerca de 15 mil quilômetros de rotas de ônibus e mais de 500 quilômetros de ferrovias, enquanto o número de motoristas diminuiu significativamente.
Para enfrentar o problema, o governo propôs mudanças legais que facilitam a cooperação entre municípios, empresas e instituições locais, permitindo o uso mais eficiente de veículos e recursos disponíveis.
Autoridades alertam que a falta de transporte acelera o despovoamento das regiões e defendem soluções sustentáveis para garantir mobilidade e qualidade de vida no interior do país.
Fonte: Japan Today







