Estudantes internacionais tornaram-se peças-chave no funcionamento das lojas de conveniência no Japão, ajudando a amenizar a crônica escassez de mão de obra, mas enfrentam barreiras estruturais que impedem sua progressão profissional. Embora altamente motivados e cada vez mais qualificados, eles geralmente não podem ser contratados como funcionários em tempo integral nem assumir cargos de liderança devido às restrições do sistema de vistos.
O número de estudantes nepaleses no Japão cresceu rapidamente nos últimos anos, tornando-os o maior grupo entre trabalhadores estrangeiros das principais redes de lojas de conveniência. Muitos, como Paudel Amrita, veem o Japão como um país seguro, tecnologicamente avançado e propício ao aprendizado, além de enxergarem o trabalho em konbinis como uma forma eficaz de aprimorar o idioma e a integração cultural.
Proprietários de franquias relatam que estudantes estrangeiros elevaram o nível do atendimento e reduziram custos de recrutamento, criando ciclos virtuosos de indicação dentro de suas comunidades. No entanto, salários relativamente baixos, combinados com cargas de trabalho cada vez mais complexas, afastam candidatos japoneses, tornando a dependência de estrangeiros inevitável.
Especialistas alertam que, sem reformas no sistema de vistos — como a inclusão das lojas de conveniência no regime de Trabalhador Qualificado Específico — o setor continuará enfrentando escassez de quadros executivos. Analistas também destacam que, com a redução da diferença salarial entre o Japão e países emergentes, a falta de perspectivas de longo prazo pode tornar o país menos atrativo para talentos estrangeiros no futuro.
Fonte: The Mainichi










