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Pentágono inicia estudos para controlar drones apenas com a mente

A Agência Avançada de Pesquisa de Projetos de Defesa (DARPA), que é responsável pela defesa dos Estados Unidos, iniciou em março de 2018, em conjunto com o Pentágono, um projeto de neurotecnologia com o objetivo de criar um dispositivo que torne capaz o controle de drones a partir do uso da mente. Tais dispositivos seriam utilizados por soldados militares como instrumento de combate.

Para a elaboração e a realização do estudo, a agência recrutou em maio deste ano seis equipes de pesquisa ao redor do país, sendo cada grupo responsável por uma parte diferente do projeto. Entretanto, todos apresentam o mesmo propósito: criar uma tecnologia neurológica não cirúrgica, ou seja, um dispositivo que permita a interação e a conexão do cérebro com o computador sem que deva haver uma implantação do equipamento cirurgicamente.

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Contudo, vem sendo questionado quais os reflexos que essa nova tecnologia teria na vida dos civis e de que forma tal avanço científico influenciaria outros setores como saúde e bem-estar, ligados à qualidade de vida, e até mesmo na própria segurança pública.

O impacto da neurotecnologia para os cidadãos comuns

Tendo em vista que a criação de qualquer dispositivo de tecnologia nova tem seus prós e seus contras, esse caso não é diferente. Equipamentos que não necessitam de um mecanismo manual e utilizam apenas da rapidez do pensamento para funcionarem são muito benéficos, principalmente, na área da saúde.

Um ótimo exemplo de aplicabilidade positiva seria a inserção desse sistema em casos de próteses ortopédicas e paralisias físicas ligadas ao exoesqueleto. Já que nessas circunstâncias o cérebro funciona bem e pode mandar as informações necessárias para o dispositivo realizar toda a função do membro ou atividade ausente.

Porém, o aspecto negativo é muito preocupante. Nesse caso, suponhamos que tamanha informação chegue até “mentes erradas”, que não irão usar para o bem comum, o quão preocupante seria para a segurança da sociedade no geral? Essa é uma questão que ainda não foi respondida pelas autoridades ou pesquisadores. Enquanto isso a DARPA continua progredindo em seus estudos, em busca do sucesso da neurotecnologia.