Celebridades

5 curiosidades de Machado de Assis, o bruxo do cosme velho

No dia 21 de junho de 1839 nascia Joaquim Maria Machado de Assis, na capital do Rio de Janeiro. Ele viveu até os 69 anos e deixou uma obra que o coloca como um dos maiores escritores mundiais de todos os tempos. Foi jornalista, romancista, teatrólogo e crítico, escrevendo clássicos como “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, “Esaú e Jacó” e “Quincas Borba”.

Para celebrar sua obra, vamos relembrar 5 curiosidades sobre sua vida:

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1. Academia Brasileira de Letras
Machado de Assis foi um dos membros fundadores da Academia Brasileira de Letras (ABL), em 1897, ao lado de ícones como Olavo Bilac, Visconde de Taunay e Ruy Barbosa. Sua cadeira, a de número 23, já foi ocupada por outros escritores famosos, como Lafayette Rodrigues Pereira, Jorge Amado e Zélia Gattai. Desde 2013, a posição pertence a Antônio Torres. A inspiração para a ABL, da qual Machado foi o primeiro presidente, veio da Academia Francesa de Letras.

2. O Bruxo do Cosme Velho
O escritor carioca morou durante muitos anos na Rua Cosme Velho, no bairro de mesmo nome, no Rio de Janeiro. Diz a lenda que ele queimou várias cartas em um caldeirão no sobrado situado nesse endereço, fazendo a vizinhança o chamar de “O Bruxo do Cosme Velho” – alcunha que só se popularizou quando o poeta Carlos Drummond de Andrade escreveu “A um bruxo, com amor”, no qual reverencia a vida e a obra de Machado de Assis.

3. Xadrez
Além da literatura, Machado de Assis era um exímio jogador de xadrez, tanto que, em 1880, participou do primeiro torneio do jogo disputado no Brasil, organizado na casa do pianista português Arthur Napoleão – o escritor ficou em 3º lugar, entre os 6 enxadristas amadores participantes. Machado também escrevia sobre problemas de xadrez para diversos periódicos da época, como a revista “Ilustração Brasileira”. Na ABL, estão expostas peças do jogo usadas por Machado de Assis.

4. Línguas e escrita
Machado de Assis foi um gênio da língua portuguesa, mas também era fluente em francês, que ele aprendeu com um padeiro imigrante depois de conhecer a dona de uma padaria. Outro professor inusitado foi um padre que teria lhe ensinado o latim. Apesar dessa facilidade com as línguas, Machado era um péssimo escritor, mas no sentido literal: sua caligrafia era tão ruim que até ele tinha problemas para decifrar o que tinha anotado.

5. Início nas letras
Machado de Assis tinha um avô que era escravo na fazenda do militar Bento Barroso Pereira, que ocupou o cargo de Ministro da Guerra de 1824 a 1828, na época em que o Brasil ainda era um império. Pereira era casado com Maria José de Mendonça Barroso, que batizou Machado de Assis e empresta livros de sua biblioteca quando ele começou a ler.