A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, anunciou que dissolverá a Câmara dos Representantes nesta sexta-feira e convocará eleições gerais antecipadas para 8 de fevereiro, pedindo aos eleitores que decidam se ela deve continuar à frente do governo. A campanha oficial terá início em 27 de janeiro, resultando no mais curto período eleitoral do pós-guerra japonês, com apenas 16 dias.
A decisão gerou críticas da oposição e de analistas, que apontam falta de justificativa clara e acusam o governo de tentar aproveitar os altos índices de aprovação do gabinete. Há também preocupações de que a campanha paralise o Parlamento, atrasando a aprovação do orçamento e de leis essenciais, além de dificuldades logísticas em regiões com fortes nevascas.
Takaichi afirmou que busca um mandato popular para implementar “grandes mudanças políticas”, incluindo sua agenda fiscal descrita como “responsável, porém agressiva”, e defendeu a necessidade de estabilidade política para avançar com reformas. A eleição ocorre menos de um ano e meio após o último pleito e acontece em meio à reorganização da oposição, que formou uma nova aliança para enfrentar o bloco governista liderado pelo Partido Liberal Democrático.
Fonte: Japan Today









