A população infantil do Japão caiu para cerca de 13,29 milhões em 1º de abril, uma redução de 350 mil em relação ao ano anterior e o menor nível já registrado, segundo o Ministério de Assuntos Internos e Comunicações.
A proporção de crianças com menos de 15 anos também atingiu um recorde de baixa, representando apenas 10,8% da população total. O declínio reflete uma tendência contínua: o número de crianças diminui há 45 anos consecutivos, enquanto a proporção encolhe há mais de cinco décadas.
Os dados mostram ainda uma queda acentuada nos nascimentos. Em 2025, o país registrou pouco mais de 705 mil nascimentos — o menor número já observado — conforme informações do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar.
A análise por faixa etária revela o impacto dessa tendência: há significativamente menos crianças mais novas (0 a 2 anos) em comparação com grupos mais velhos, indicando que o declínio deve continuar nos próximos anos.
Apesar de políticas governamentais para incentivar a natalidade — incluindo apoio financeiro às famílias — os resultados ainda não conseguiram reverter o cenário. O governo considera o período até 2030 como crucial para enfrentar a crise demográfica.
Em comparação internacional, o Japão está entre os países com menor proporção de crianças, ficando atrás apenas da Coreia do Sul entre nações com mais de 40 milhões de habitantes, segundo dados da ONU.
Especialistas alertam que a redução da população jovem pode ter impactos profundos no futuro econômico e social do país, incluindo escassez de mão de obra e pressão sobre sistemas de previdência e saúde.
Fonte: Japan Today








