O parlamento japonês aprovou alterações na legislação de saúde que tornarão o parto normal gratuito em princípio e aumentarão a participação dos pacientes no custo de alguns medicamentos prescritos. As medidas fazem parte de uma reforma voltada para aliviar a pressão financeira sobre a população em idade ativa, diante do envelhecimento da sociedade e da queda da taxa de natalidade.
Pelas novas regras, o governo estabelecerá um valor padrão nacional para o parto normal, que será integralmente coberto pelo seguro público de saúde. A expectativa é que o sistema entre em vigor por volta de junho de 2028. Atualmente, partos normais não são cobertos pelo seguro, embora as cesarianas continuem sendo atendidas pelo sistema, com coparticipação de 30% dos custos médicos.
A reforma também prevê mudanças nos gastos com medicamentos. A partir de março de 2027, pacientes que optarem por remédios prescritos equivalentes a medicamentos disponíveis sem receita deverão pagar um adicional de 25% sobre o custo desses produtos. A medida deverá abranger cerca de 1.100 itens, incluindo medicamentos para alergias, dor e febre.
Outra mudança importante é a criação de um sistema que levará em conta rendimentos financeiros, como dividendos de ações, para calcular a participação nos custos médicos de pessoas com 75 anos ou mais, com implementação prevista para cerca de 2030.
Embora o governo afirme que as medidas ajudarão a equilibrar o sistema de saúde e reduzir os encargos sobre os trabalhadores, críticos alertam que o aumento dos custos diretos pode desestimular parte da população a procurar atendimento médico quando necessário.
Fonte: Japan Today










