As equipes de emergência que atuam após o terremoto que atingiu Kyushu, no Japão, enfrentam um segundo desafio: temperaturas extremas durante as operações de resgate e recuperação.
O terremoto deixou pelo menos 38 mortos e milhares de pessoas desabrigadas. Em seguida, as temperaturas ultrapassaram os 30°C e chegaram a cerca de 40°C em algumas áreas, acompanhadas de alta umidade.
Nos aproximadamente 130 abrigos de evacuação, onde estão cerca de 7 mil pessoas, o calor aumenta os riscos de desidratação e problemas relacionados às altas temperaturas. Idosos, bebês e pessoas com doenças crônicas estão entre os grupos mais vulneráveis.
As condições também dificultam o trabalho dos socorristas, que precisam realizar atividades fisicamente exigentes, como resgate, remoção de destroços e reparos. O calor provoca maior cansaço e exige pausas mais frequentes, podendo atrasar a recuperação.
A situação é agravada por interrupções no fornecimento de água e energia, que dificultam o funcionamento de equipamentos de refrigeração e tornam os abrigos ainda mais quentes. Medicamentos que precisam ser mantidos refrigerados também podem ser afetados.
Especialistas classificam o cenário como um “evento composto”, quando diferentes riscos se combinam e ampliam os impactos de um desastre. Diferentemente dos terremotos ocorridos em Kumamoto em 2016, durante o mês de abril, o desastre atual acontece no auge do verão japonês.
O episódio reforça uma nova preocupação para o planejamento de emergências: as comunidades precisam estar preparadas não apenas para o desastre inicial, mas também para as condições climáticas que podem agravar suas consequências.
Fonte: Japan Today











