O governo do Japão está investindo na criação do Instituto Fukushima de Pesquisa, Educação e Inovação (F-REI) para transformar a região costeira da província de Fukushima em um polo internacional de ciência e tecnologia. O campus está sendo desenvolvido próximo à Estação Namie, uma das áreas afetadas pelo acidente nuclear após o terremoto e tsunami de 2011.
Criado em 2023, o instituto pretende atrair pesquisadores do Japão e do exterior para estudos em áreas como agricultura, robótica, sistemas de energia, ciência da radiação e monitoramento ambiental. A iniciativa busca estimular a economia local, criar empregos e ajudar a mudar a imagem da região, ainda marcada pelo desastre nuclear.
Entre os focos de pesquisa estão tecnologias agrícolas para revitalizar a produção local, energias renováveis e hidrogênio para comunidades rurais, além de robótica aplicada à resposta a desastres e inspeções em ambientes perigosos. Cientistas também investigam o comportamento da radiação no meio ambiente e desenvolvem técnicas médicas baseadas em imagens radiológicas.
Apesar dos avanços na descontaminação e na reconstrução, desafios persistem. Florestas contaminadas ainda são difíceis de limpar, e mais de 14 milhões de metros cúbicos de solo radioativo permanecem armazenados provisoriamente perto da usina nuclear de Fukushima Daiichi, com prazo legal para descarte final até meados da década de 2040.
As autoridades também enfrentam o estigma associado à região, que ainda afeta a venda de produtos agrícolas e a confiança pública. O F-REI aposta na cooperação internacional e no avanço científico para ajudar a reconstruir a economia e restaurar a vitalidade social da área costeira de Hamadori, buscando transformar Fukushima de símbolo de desastre em centro de inovação.
Fonte: Japan Today








