O Japão deu um passo histórico na medicina regenerativa ao aprovar a cobertura pelo seguro público de saúde do medicamento Amchepry, desenvolvido pela Sumitomo Pharma Co. para tratar pacientes com Doença de Parkinson.
O tratamento utiliza células-tronco pluripotentes induzidas, conhecidas como células iPS, e representa a primeira aplicação prática no mundo dessa tecnologia em medicina regenerativa.
O medicamento funciona transformando células iPS humanas em células progenitoras produtoras de dopamina, que são implantadas diretamente no cérebro do paciente. A terapia é destinada principalmente a pessoas que não responderam adequadamente aos tratamentos convencionais.
O custo integral do tratamento foi fixado em cerca de 55,3 milhões de ienes (aproximadamente US$ 351 mil) por paciente, e os primeiros tratamentos poderão começar já neste outono.
Além do Amchepry, o governo japonês também aprovou condicionalmente o ReHeart, desenvolvido pela Cuorips Inc. para tratar insuficiência cardíaca grave causada por cardiomiopatia isquêmica.
Como os ensaios clínicos ainda envolveram um número limitado de pacientes, ambos os tratamentos precisarão comprovar eficácia e segurança adicionais nos próximos sete anos para obter aprovação definitiva.
A decisão reforça a posição do Japão como um dos líderes globais em pesquisas com células iPS, tecnologia desenvolvida pelo cientista japonês Shinya Yamanaka, vencedor do Prêmio Nobel de Medicina em 2012.
Fonte: Japan News











