A ex-maiko Kiyoha Kiritaka denunciou abusos físicos, psicológicos e sexuais vividos durante sua formação no tradicional bairro de gueixas de Kyoto, revelando uma face controversa dessa prática cultural.
Segundo Kiritaka, que deixou uma okiya em 2016, o ambiente era marcado por jornadas exaustivas, rígida hierarquia e ausência de contratos formais. Ela relata episódios de assédio por clientes durante banquetes, punições físicas e restrições severas de liberdade, além de pressões financeiras e cobranças consideradas indevidas após sua saída.
A denúncia reacende críticas antigas ao sistema, incluindo relatos históricos de maus-tratos a aprendizes. Em resposta, a Fundação de Arte Tradicional de Kyoto afirmou que práticas abusivas não são permitidas e que há consentimento prévio nas relações.
Especialistas e advogados, no entanto, apontam possíveis indícios de trabalho forçado e defendem reformas no modelo, enquanto novas denúncias continuam surgindo, ampliando o debate sobre os limites entre tradição cultural e direitos humanos no Japão.
Fonte: The Mainichi










