A família de Shizuo Aishima entrou com ação contra o Estado no Tóquio, alegando ilegalidade nas decisões judiciais que mantiveram sua prisão prolongada por suspeitas posteriormente consideradas infundadas.
Aishima foi acusado em 2020 de exportação ilegal de equipamentos sensíveis, mas teve a fiança negada repetidamente pelo Tribunal Distrital de Tóquio, mesmo após ser diagnosticado com câncer. Ele morreu em 2021, antes da retirada das acusações pelos promotores.
A família pede cerca de 169 milhões de ienes em indenização e critica o sistema penal japonês, conhecido como “justiça de reféns”, no qual suspeitos que negam acusações podem enfrentar longos períodos de detenção.
Embora autoridades já tenham reconhecido falhas na investigação, os familiares questionam a atuação do Judiciário, defendendo que houve violação de direitos fundamentais ao negar sucessivos pedidos de liberdade provisória.
Fonte: Kyodo










