O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que os recentes surtos de Ebola na Democratic Republic of the Congo e de Hantavirus no navio de cruzeiro MV Hondius são apenas exemplos de uma situação global muito mais ampla.
Segundo ele:
“Vivemos tempos difíceis, perigosos e de divisão.”
Tedros relacionou os riscos sanitários a fatores como:
* conflitos armados,
* crises econômicas,
* mudanças climáticas,
* e cortes na ajuda internacional.
Crise financeira na OMS
A assembleia acontece em um momento delicado para a OMS, após o anúncio da saída dos United States da organização e cortes significativos no orçamento.
A ministra da Saúde da Switzerland, Elisabeth Baume-Schneider, informou que:
* o orçamento da OMS caiu cerca de US$ 1 bilhão,
* centenas de empregos foram eliminados,
* e diversos programas precisaram ser reduzidos.
Mesmo assim, especialistas afirmam que a OMS conseguiu manter parte de sua atuação global apesar da pressão financeira.
Debate geopolítico e tensões diplomáticas
A assembleia também enfrenta temas politicamente sensíveis:
* o pedido de Taiwan para recuperar status de observador,
* discussões envolvendo Ukraine,
* os territórios palestinos,
* e Iran.
Além disso, continuam travadas as negociações do tratado global de pandemias aprovado em 2025, especialmente sobre o compartilhamento de patógenos, vacinas e tratamentos entre países ricos e em desenvolvimento.
“Nenhum país pode se salvar sozinho”
O primeiro-ministro da Spain, Pedro Sánchez, recebeu aplausos ao defender cooperação internacional diante das crises sanitárias.
Ele afirmou:
“Proteger os outros é a melhor maneira de nos protegermos.”
E criticou o avanço do individualismo global, descrevendo o momento atual como uma:
“pandemia de egoísmo”.
Um sistema global de saúde em transformação
John Dramani Mahama, presidente de Ghana, resumiu o sentimento dominante da assembleia ao dizer:
“Estamos testemunhando o fim de uma era. Precisamos ter coragem para construir a próxima.”
A discussão central da reunião deve girar justamente em torno da reforma da chamada “arquitetura global da saúde” — o conjunto de organizações internacionais que frequentemente se sobrepõem e nem sempre atuam de forma coordenada.
Fonte: Japan Today










