O Japão voltou a registrar déficit na balança comercial em junho, refletindo o impacto da alta dos preços do petróleo e do aumento das importações de energia. Segundo dados divulgados pelo Ministério das Finanças, o país fechou o mês com um saldo negativo de 406,9 bilhões de ienes (cerca de US$ 2,5 bilhões), marcando o segundo mês consecutivo de prejuízo.
Apesar do desempenho expressivo das exportações, que cresceram 19% em relação ao mesmo período do ano passado e alcançaram 10,9 trilhões de ienes, as importações avançaram ainda mais, com alta de 25%, totalizando 11,3 trilhões de ienes. O aumento das compras de petróleo e a forte desvalorização do iene foram os principais fatores para o resultado negativo.
A moeda japonesa segue enfraquecida frente ao dólar, sendo negociada em torno de 163 ienes por dólar, o que torna as importações mais caras, especialmente em um país altamente dependente da compra de petróleo do exterior.
O cenário também foi influenciado pelas tensões no Oriente Médio, que afetaram o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o abastecimento mundial de petróleo. Diante desse contexto, o Japão ampliou significativamente suas importações de petróleo dos Estados Unidos.
No acumulado do primeiro semestre, as exportações japonesas cresceram quase 14%, enquanto as importações aumentaram cerca de 11%, resultando em um déficit comercial próximo de 1 trilhão de ienes.
Enquanto busca fortalecer a economia com investimentos em inteligência artificial, robótica e defesa, o governo da primeira-ministra Sanae Takaichi enfrenta o desafio de equilibrar crescimento econômico, inflação e custos elevados da energia em um cenário internacional cada vez mais instável.
Fonte: Japan Today











